sábado, 21 de abril de 2007

Da minha janela

Não basta abrir a janela Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego Para ver as árvores e as flores.


É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há idéias apenas.


Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;

E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

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